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100 Erros de Português
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior freqüência, merecem atenção redobrada. Veja os cem erros mais comuns do português e use esta relação como um roteiro para fugir deles.
1 - "Mal cheiro", "mau - humorado". Mal opõe - se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal - humorado (bem - humorado). Igualmente: mau humor, mal - intencionado, mau jeito, mal - estar.
2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa - se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11 - Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere - se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem - vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15 - Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16 - Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei - o para você. Também: Deixe - os sair, mandou - nos entrar, viu - a, mandou - me.
17 - Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18 - "Aluga - se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam - se casas. / Fazem - se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram - se terrenos. / Procuram - se empregados.
19 - "Tratam - se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata - se dos melhores profissionais. / Precisa - se de empregados. / Apela - se para todos. / Conta - se com os amigos.
20 - Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21 - Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22 - Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23 - Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25 - A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26 - Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27 - "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28 - Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29 - A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia - se (inaugura - se) amanhã.
30 - Soube que os homens "feriram - se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
31 - O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32 - Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33 - "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34 - O governo "interviu". Intervir conjuga - se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35 - Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36 - "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37 - A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38 - A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39 - Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40 - Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41 - Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42 - "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43 - Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44 - Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46 - Lute pelo "meio - ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão - de - obra, matéria - prima, infra - estrutura, primeira - dama, vale - refeição, meio - de - campo, etc.
47 - Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48 - O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49 - As pessoas "esperavam - o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam - no. / Dão - nos, convidam - na, põe - nos, impõem - nos.
50 - Vocês "fariam - lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far - lhe - iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá - se"). / Os amigos nos darão (e não "darão - nos") um presente. / Tendo - me formado (e nunca tendo "formado - me").
51 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros . / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52 - Blusa "em" seda. Usa - se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar - se (ou sentar) em é sentar - se em cima de. Veja o certo: Sentou - se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61 - A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais - que - perfeito do indicativo.)
62 - Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo - se - os, não se o diz (não se diz isso), vê - se - a, etc.
63 - Acordos "políticos - partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político - partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde - amarelas, medidas econômico - financeiras, partidos social - democratas.
64 - Fique "tranquilo". O u é pronunciável depois de q e g e antes de e e i.
65 - Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66 - "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto. 67 - Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68 - Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69 - Chamei - o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei - o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram - se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70 - Vou sair "essa" noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
71 - A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero - quilômetro, zero hora.
72 - A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74 - Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75 - Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam - se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76 - Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77 - Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver - se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
78 - Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
79 - Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80 - O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81 - A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82 - Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83 - Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84 - "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85 - A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86 - Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87 - O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88 - Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89 - "Causou - me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram - me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90 - A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91 - O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92 - "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93 - A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
94 - É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê - lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95 - Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio - dia, já é meia - noite.
97 - A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m , 10 kg .
98 - "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
99 - Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu - se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre - se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100 - "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
Fonte: www.nautilus.com.br
textos e artigos
Reflexões necessárias
Nós educadores, consumidos pelas tarefas do cotidiano como semanários, relatórios, reunião pedagógicas, atendimentos a pais, conteúdos, xerox, notas no sistema, entre outros, na maior parte do tempo nos esquecemos de refletir sobre a nossa prática pedagógica. É verdade ou não é?
Temos cuidado muito pouco do exercício da reflexão, da análise e do pensamento sobre o nosso trabalho. Temos dificuldade em abrir os olhos frente ao que não deu certo, a aquela aula sem graça e muitas vezes sem sentido que propusemos sem pensar e que poderia ser de outro jeito.
Não podemos nos conformar com um material didático ruim, exercícios repetitivos, maçantes e sem objetivos, nem tampouco achar que aquele conteúdo que aprendemos a década atrás ainda não sofreu mudanças nos dias de hoje, que não se faz necessário pesquisarmos sobre eles antes de planejar uma aula.
Nesse sentido, acredito que o educador deve refletir: O que deu certo? O que não deu? Pesquisar em outras fontes os conteúdos que vai trabalhar, procurar outras formas de ensinar utilizando novas mídias e principalmente refazer atividades, provas, trabalhos e esquecermos aquelas que guardamos dentro de nossas pastas ou armários, pois sabemos que cada grupo é um grupo, com características diferentes. Nada de nos acomodarmos!
O professor que não se educa para a reflexão, para análise e crítica do seu trabalho não cumpre o que dele se espera.
Fica aqui meu convite: deixemos de lado o que é mais fácil e nos preocupemos com aquilo que é significativo e só assim, verdadeiramente, nos sentiremos parte do processo de aprendizagem dos nossos alunos.
textos e artigos
Letra feia não é só pressa ou preguiça. Pode ser disgrafia
Transtorno de aprendizagem afeta a capacidade de escrever ou copiar letras, palavras e números.
Com os cadernos de caligrafia fora de moda nas escolas, a letra ilegível deixou de ser marca registrada apenas de médicos e apressados. Atraídos pelo computadores, crianças e jovens tendem a exercitar pouco a letra cursiva - antes treinada à exaustão nas folhas milimetricamente pautadas. Assim, a hora da escrita pode virar um tormento: tanto para quem escreve quanto para quem lê. Nas crianças em idade de alfabetização, no entanto, a atenção de pais e professores deve ser redobrada. Letra feia no caderno pode não ser apenas falta de jeito com o lápis ou caneta, mas, sim, um transtorno de aprendizagem conhecido como disgrafia, que afeta a capacidade de escrever ou copiar letras, palavras e números. O centro do problema está no sistema nervoso, mais precisamente nos circuitos neurológicos responsáveis pela escrita.
“A disgrafia pura ocorre ainda durante a gestação e já nasce com a criança. Ela não é adquirida”, explica Rubens Wajnsztejn, neurologista especializado em infância e adolescência. De acordo com Marco Antônio Arruda, neurologista do Instituto Glia de Cognição e Desenvolvimento, estudos apontam que a disgrafia é mais comum em meninos e é detectada ainda na infância, depois que o processo de alfabetização é consolidado, por volta dos oito ou nove anos. “A disgrafia pode ocorrer em adultos também, mas somente quando ocorre uma lesão, como um derrame, que pode comprometer a coordenação motora de mãos e braços”, afirma o médico. “Mas, nesse caso, já não se trata mais de disgrafia pura”.
Ainda na infância, a dúvida é saber quando a letra ilegível vai além da preguiça ou pressa e deve ser tratada como transtorno. Um teste eficiente é pedir que a criança escreva algumas frases em uma folha sem linhas, conta Raquel Caruso, psicomotricista e coordenadora da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac). Se o resultado for uma escrita lenta, com letras irregulares, retocadas e fora das margens, é hora de preocupar-se. Além disso, os disgráficos têm dificuldades em organização espacial: daí, a escrita em que as palavras parecem “subir e descer o morro”.
Os sintomas da disgrafia não se referem exclusivamente à escrita. Alguns outros sinais de alerta podem ajudar os pais antes mesmo da alfabetização dos filhos. “Se você leva a criança a uma festa junina, por exemplo, observe se ela tem ritmo para acompanhar as músicas, memória para fixar os passos e atenção aos movimentos”, diz Raquel Caruso. Se observada alguma dificuldade nesse sentido, é hora de estimular a prática de exercícios físicos como correr e nadar, além de brincadeiras como amarelinha, pintura e recorte para estimular a parte motora dos pequenos. A falta dessas atividades pode comprometer o tônus muscular, piorando a já difícil situação dos disgráficos.
Rendimento escolar – É importante ressaltar que a disgrafia não compromete o desenvolvimento intelectual da criança nem é um indicador de que o Q.I. (quociente de inteligência) dela é baixo. Silvana Leporace, coordenadora do serviço de orientação educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo , reforça: “Geralmente, os disgráficos são alunos muito inteligentes. A comunicação oral deles é muito boa, mas, na hora de colocar as ideias no papel, eles têm muita dificuldade”, conta.
É esse desdobramento do problema que pode prejudizar o rendimento do aluno. Devido à dificuldade no ato motor, a criança demora mais a realizar algumas atividades, em comparação a seus colegas. É o caso de tarefas simples como copiar a lição da lousa. Outra situação típica: a professora pede que os estudantes redijam um texto, e o disgráfico, envergonhado pela a letra feia, conclui que nem vale a pena escrever. “Isso abala a autoestima da criança”, diz Sônia das Dores Rodrigues, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Diante do obstáculo, ele deixa de aprender.
Sem o treinamento exaustivo da caligrafia, a atenção na escola deve ser redobrada. “Se o treinamento da letra cursiva existe desde cedo, é possível encontrar os disgráficos. Com a prática em desuso, os professores e pais podem confundir digrafia com preguiça”, alerta Marco Antônio Arruda. “Mas a letra feia pode ser treinada e as crianças tidas como preguiçosas têm as habilidades necessárias para escrever bem. Já as digráficas, não: elas não tem habilidade e precisam de tratamento.”
Como tratar – Assim como em outros transtornos de aprendizagem, o tratamento da disgrafia é multidisciplinar e envolve neurologistas, psicopedadogos, fonoaudiólogos e terapeutas. Medicamentos só são indicados quando existem outros transtornos envolvidos, como déficit de atenção (DDA) ou hiperatividade.
Em relação à parte motora, Raquel Caruso, do Edac, afirma que é necessária uma preparação prévia do paciente, com exercícios mais amplos, para depois chegar à escrita. “O ponto principal é trabalhar com o corpo, com exercícios como manusear a argila e massagens, e depois partir para o específico, que é a escrita e outros problemas, como o de memória”, explica. “Vemos apenas o produto final, que é a letra ilegível, mas existe muita coisa por trás disso”. O tratamento pode levar meses e até anos, variando conforme o caso. O objetivo não é atingir a letra bonita, mas, sim, legível. E dar uma forcinha para o processo de aprendizado das crianças.
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao
textos e artigos
Refletir.....
Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite.
A primeira era forte e valente e logo nadou até a borda do copo. Mas, como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, não conseguiu escapar.
A primeira era forte e valente e logo nadou até a borda do copo. Mas, como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, não conseguiu escapar.
Acreditando que não havia saída, desanimou, parou de se debater e afundou.
Sua companheira, apesar de não ser tão forte, era tenaz; por isso continuou a se debater e a lutar.
Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga, onde ela subiu e conseguiu levantar vôo para longe.
Sua companheira, apesar de não ser tão forte, era tenaz; por isso continuou a se debater e a lutar.
Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga, onde ela subiu e conseguiu levantar vôo para longe.
Tempos depois, a mosca tenaz, por um descuido, caiu novamente em um copo, desta vez cheio de água.
Imaginando que já conhecia a solução para aquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse.
Imaginando que já conhecia a solução para aquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse.
Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da outra, pousou na beira do copo e gritou:
- Tem um canudo ali, nade até lá e suba.
- Tem um canudo ali, nade até lá e suba.
A mosca tenaz respondeu:
- Pode deixar que eu sei como resolver esse problema. E continuou se debatendo, mais e mais, até que, exausta, afundou na água.
- Pode deixar que eu sei como resolver esse problema. E continuou se debatendo, mais e mais, até que, exausta, afundou na água.
Moral da história: soluções do passado, em contextos diferentes, podem se transformar em problemas.
Quantas vezes, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças ao nosso redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão?
Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências.
Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir...
Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação.
Quantas vezes, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças ao nosso redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão?
Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências.
Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir...
Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação.
Roberto Shinyashiki, no livro "Os Donos do Futuro"
textos e artigos
O ensino da letra cursiva na escola
Letra cursiva é o nome que se dá ao estilo de escrita à mão projetada para agilizar a escrita. As letras da palavra geralmente são ligadas umas às outras e permitem que a palavra inteira seja escrita com um único traço. As letras cursivas geralmente sao bastante diferentes das letras equivalentes conhecidas como letra de imprensa ou letra de forma. Nesse tipo, as letras não costumam estar conectadas uma as outras.
Ao ingressar no 1º ano da escolaridade, as escolas começam a exigir a grafia na letra cursiva em um momento que nem sempre as crianças estão preparadas para tal façanha. Na educação infantil é comum a criança ser alfabetizada com letra bastão (letra maiúscula) porque muitas escolas entendem que o traçado é mais simples e isso pode ajudar no processo de leitura e escrita.
Logo ao ingressar no 1º ano, porém, as crianças são apresentadas ao universo de material que as escolas adotam que trazem a letra de imprensa como protagonista da leitura e começa aí a primeira dificuldade: fazer a transferência da bastão para a leitura com a letra de imprensa, mas na hora de escrever voltam para a letra bastão. Confuso não é?
Logo em seguida apresentam a letra cursiva porque há o discurso de que a letra de mão ou cursiva facilita a escrita, a torna mais rápida, o que é verdade, e então passam a exigir a prática da letra cursiva nas escritas, mas a leitura continua ainda na letra de imprensa.
Detalhe: em ambas as formas é encontrada ainda a letra maiuscula e minúscula. Imaginem a quantidade de informação para um ser tão pequeno que ainda prefere viajar nas histórias e brincar com seu coleguinha.
O que menos está em jogo nesse momento tão crucial da alfabetização é o que escrever ou como escrever uma palavra, frase ou texto, para se comunicar.
As crianças ficam todas embaralhadas com esse desafio e as escolas esquecem que o mais importante é o que elas vão escrever e como vão dar conta de escrever com as letras certas para formar as sílabas, palavras, frases e textos.
Poderíamos rever esta prática. Uma vez que iniciamos com a letra bastão, que realmente facilita esse primeiro momento, alfabetizaríamos as crianças primeiro e depois, num 3º ano, momento onde as habilidades motoras e cognitivas estão mais aguçadas, faríamos a passagem de uma forma mais tranquila.
O treino da letra cursiva é necessario realmente, não tem como escapar, mas com essa idade eles já são bem capazes de prestar mais a atenção ao movimento correto das letras e assim garantir a letra cursiva para o resto de suas vidas.
Outra questão é o questionamento sobre a abolição da letra cursiva, pois com o crescente peso da tecnologia na sala de aula as opiniões se dividem se é ainda importante ensinar a letra cursiva. Em um tempo onde o computador está chegando as salas de aula dizem que o importante seria alfabetizar nossas crianças com somente a letra de imprensa, essa que usamos em nosso teclados de computador e dispensaria o tempo exigido para aprender a letra cursiva.
No entanto, para muitos, o ensino da letra cursiva continua importante, pois ele perpetua a necessidade básica de comunicação no nosso cotidiano, através de bilhetes e anotações, uma necessidae de aprendizagem para o convívio na vida social. Vamos refletir?
Tão importante quanto saber digitar com habilidade no teclado das escolas pelo mundo é saber escrever com lápis e papel, pois na necessidade do dia a dia, nem sempre podemos ter a mão um computador ou impressora, pelo menos ainda... Num mundo globalizado e massificado como o nosso, podemos pelo menos ser diferenciados pela escrita e não sermos seres homogêneos pela tecnologia.
Silvia Gavioli
PLANEJAMENTO VIÁVEL, PARA EVITAR PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA.”
Angela Cristina Munhoz Maluf
O educador deve propiciar à criança condições de melhorar suas formas de comunicação e expressão, desenvolvendo não apenas a linguagem oral, mas também outras linguagens: mímica, música, dança, gráfica (recorte, colagem, pintura etc), plástica (modelagem, dobradura, etc) e outras.
Acredito que todo o planejamento para ser viável deve partir do conhecimento do sujeito para quem vamos dirigir a nossa ação educativa.
O primeiro passo é tentar conhecer a criança, suas características e possibilidades, bem como a realidade em que vive.
O segundo passo é chegar até a criança e fazê-la abrir-se com você, é sem dúvida o ponto de partida para um bom relacionamento escolar, condição indispensável para uma harmoniosa integração do educando ao universo da escola.
Somente depois de integrar-se é que a criança terá condição de participar, ativa e proveitosamente, das atividades.
Em classes pré-escolares, essa integração torna-se mais importante pela própria dificuldade em se obter uma intercomunicação inicial, agravada pelo fato de a criança estar saindo pela primeira vez do seu mundo familiar. Ao enfrentar sozinha o convívio com pessoas estranhas, num local desconhecido, fora do seu lar, é natural que fique inibida, desconfiada, insegura e com muitos temores.
Num planejamento, não podemos esquecer das atividades recreativas. Elas auxiliam o desenvolvimento dos grandes músculos, aprimora a coordenação motora, o senso rítmico, oferecendo oportunidades à criança de gastar toda energia de que é portadora.
Os jogos, os brinquedos e as rodas cantadas têm grande valor para o amadurecimento emocional e social, pois através dessas atividades a criança liberta tensões e desenvolve o espírito de companheirismo.
A música também desempenha um papel muito importante na educação.
A criançada gosta de cantar, ouvir música, dançar e produzir sons. Através das atividades musicais podemos desenvolver a coordenação de movimentos e a expressão corporal, além de outras habilidades, como a de aprender a ouvir, não apenas música, mas também outros sons como: vento, a chuva, os pássaros, as buzinas,,as vozes, os risos,os assobios, etc.
Através do seu corpo e da sua sensorialidade (conjunto de informações visuais, auditivas, gustativas, táteis, gustativas e olfativas), a criança entra em contato com o mundo exterior que será apreendido por seu ser inteiro.
Nas atividades a serem planejadas, o educador precisa levar em conta, no aluno, o prazer, a satisfação de sua necessidade de superar desequilíbrios provocados por situações novas, para que assim, ele se reequilibre positivamente.
Compete ao educador organizar sua sala de aula de modo a torná-la um ambiente propício para que a criança sinta-se parte integrante do processo através de experimentos, de interações com colegas, isto como situação rotineira, em que ele sinta que a aprendizagem requer o seu esforço pessoal, que vem do seu interior.
É preciso deixar a criança ser espontânea, porém com liberdade e direção e não permitir que ela faça o que quiser sem saber aonde chegar.
A sinceridade com a criança é fundamental para que ela confie no educador, ela adquirirá confiança quando se sentir envolvida por afeto e compreensão.
Não faça elogios falsos, faça críticas seguras, para ela sentir-se capaz de prosseguir em seu processo de desenvolvimento.
A atitude do educador influi na criatividade do educando. Um olhar feio, uma resposta brusca uma crítica ou um pedido de explicação, ás vezes são bastante para esfriar o entusiasmo, interromper um gesto, impedir uma criação. Por outro lado, a atitude de valorização de suas pesquisas, suas descobertas, sua expressão individual, por parte do educador, em relação ao educando, dão abertura ao seu potencial criador e permitem o seu melhor desempenho em sala de aula.
Podemos organizar novas formas de intervenções pedagógicas que contribuirão e favorecerão o desenvolvimento do educando, e assim estaremos contribuindo para a formação de educandos participativos, interagindo no mundo, abertos a constantes adaptações.
Construa educador, você também o seu conhecimento no seu interior, fruto do seu esforço pessoal e muito poderá colaborar na melhoria da nossa sociedade.
Bibliografia
ABRAMOVICH, Fanny - O estranho mundo que se mostra às crianças. São Paulo, Summus V. 13 – Coleção Novas buscas em Educação – 1983
ALENCAR, E.M. S - Como desenvolver o potencial criador. Petrópolis –RJ, Vozes – 1993
_____________ Criatividade. Brasili – editora da Universidade de Brasília, Brasília DF – 1995
______________ A gerência da criatividade. Sao Paulo SP, Makron Books - 1996
CECCON, Claudius et Alii - A vida e a escola da vida. 7ªEd. – Vozes- Petrópolis – RJ – 1983
textos e artigos para reflexão
O que mais toma o tempo do Professor ?
By Roseli Brito
Quando levantamos os problemas que nos afligem na sala de aula, muitas vezes achamos que apenas nós enfrentamos tais coisas.tarefas do professor
O fato é que, não apenas na sua Escola, mas em muitas escolas do Brasil as questões que atrapalham o trabalho do Professor na sala de aula, também são compartilhados por outros Professores.Em pesquisa recente perguntamos, dentre outras coisas:
O que toma mais seu tempo na sala de aula? As respostas foram:
43% ter de chamar atenção dos alunos a toda hora
38% correção de tarefas/trabalhos/lição de casa
19% ter de parar a aula para resolver conflitos envolvendo alunos
Ter de chamar a atenção dos alunos a toda hora:
O motivo principal que ocasiona o Professor ter de chamar a atenção dos alunos a toda hora, é porque o aluno não está envolvido na execução da tarefa, e quando isto ocorre o aluno encontra outras maneiras de usar o tempo da aula, o que nem sempre agrada o Professor.
Sugestão de solução: Avalie o tipo de tarefas que você está solicitando. São tarefas monótonas? Repetitivas? Mecânicas? Sempre escritas ?
Procure diversificar as estratégias utilizando mais: exposições gráficas, musicais, teatrais, orais, debates, estudos do meio, apresentações em vídeo, fotos, criações, performances, etc.
Correção de tarefas, trabalhos e lição de casa:
Esta situação mostra falta de gerenciamento do tempo e procedimentos organizacionais da rotina da sala de aula. E quando não existe uma rotina de procedimentos, boa parte da aula é consumida com a correção das tarefas. Como resolver ?
Sugestão de solução: Envolva todos os alunos no momento da correção, e aproveite para realizar o esclarecimento de dúvidas com a revisão do conteúdo ensinado. Faça mais correção coletiva, onde todos os alunos ajudam corrigindo as próprias tarefas. Enquanto a correção ocorre no quadro negro, peça para os alunos trocarem as tarefas e um aluno faz a correção da tarefa do colega.
Ter de parar a aula para resolver conflitos envolvendo alunos:
É árduo o trabalho de um Professor, que usa parte da aula para chamar a atenção dos alunos, outra parte para realizar as correções das tarefas e entre uma coisa e outra, ter de parar a aula, propriamente dita, para resolver os conflitos envolvendo os alunos.
Sugestão de solução: Faça um levantamento dos conflitos mais comuns que ocorrem dentro e fora da sala de aula. Junto com a Coordenação debatam na próxima reunião, quais serão os critérios para resolver cada um desses conflitos mais comuns.
Depois junto com os alunos, em sala de aula, abra espaço para que eles façam sugestões de resolução de cada conflito. Pegue as sugestões dos alunos, e tente fazer um contra ponto com os procedimentos que foram definidos na Reunião com a Coordenação, e elabore uma lista e deixe visível na sala e nos corredores.
Desta forma a solução para cada caso fica mais justa e transparente. Em vários casos os próprios alunos já saberão que encaminhamento dar a questão, sem precisar que o Professor interfira a todo momento.
Fonte: http://www.sosprofessor.com.br/blog
textos e artigos para reflexão
Lidando com Pais Negligentes
By Roseli Brito
Dia dos Pais, comemoração, festa e alegria. Os Professores porém quase nada tem a comemorar, pois, infelizmente para muitas famílias a palavra “pai” é apenas um título que apenas designa quem é o genitor biológico, nada mais.
Seria tudo de bom, se de fato o Pai, ou os Pais exercessem o seu papel no lar na correta condução da família e na educação apropriada dos filhos.
Atualmente o que vemos são crianças e jovens ditando as regras dentro de casa, decidindo o que querem fazer. Manipulam os Pais de tal forma que conseguem colocá-los contra os Professores.
Esses pais geralmente são omissos e negligenciam os seus deveres não fornecendo a devida disciplina e correção aos filhos. Sempre dão de ombros quando o assunto é o que os filhos estão fazendo de errado, porém são os primeiros a exigir providências quando seus rebentos são “injustiçados” ou “perseguidos”.
Você já ouviu estas falas saindo da boca dos Pais ? “meu filho não mente”, “ o professor não gosta do meu filho e por isso está perseguindo ele”, “ é claro que o professor não vai com a cara do meu filho” , “ o professor não gosta do meu filho porque ele gosta de dar opinião e tem o gênio forte”, “ o professor persegue meu filho porque ele não aceita ser humilhado e não leva desaforo pra casa”.
Os termos “injustiçados” e “perseguidos” são usados amplamente pelos Pais para designar atitudes de correção que a Professora procura tomar no sentido de responsabilizar esses alunos pelos seus atos. No entanto esta postura é tida pelos Pais como perseguição.
O que ocorre é que como esses jovens não estão habituados dentro do lar a respeitar o Pai, desconhecem o que é obediência e regras, jamais estiveram sujeitos à correção ou disciplina, e não sabem o que é ser responsável por seus atos, assim, quando este mesmo jovem entra em uma sala de aula, resiste e rebela-se contra a autoridade do Professor e não aceitas as regras daquele ambiente.
O que fazer então ? Afinal são esses jovens que distorcem tudo e sempre estão com a razão. Aqui vão algumas dicas para você ficar imune a este tipo de situação:
- Postura do Professor:
Sua postura profissional e auto-controle em todas as situações determinará o encaminhamento de qualquer conversa, seja com pais, alunos ou direção, por isso cuidado no seu falar, nos seus gestos, na sua vestimenta, no seu linguajar. Procure em suas atitudes ser sempre irrepreensível, pois não dará margem a qualquer tipo de dúvida quanto a sua integridade moral, pessoal ou técnica.
Lembre-se, ninguém leva à sério um profissional que grita, xinga, murmura, cria confusão, usa termos chulos, que é descuidado ou mal educado.
- Regras Claras de Conduta:
Nenhum trabalho é possível ser desenvolvido dentro do caos, assim é necessário que o Professor estabeleça um conjunto de regras claras, bem como uma rotina diária, para que não hajam mal entendidos durante as aulas no que refere-se a estas questões.
Logo no início do ano na Reunião de Apresentação da Equipe Escolar, apresente o conjunto de Regras Disciplinares por escrito, deixe claro quais serão as condutas permitidas e/ou não toleradas no ambiente escolar, informe aos Pais todos os procedimentos que serão tomados e faça-os assinar esse documento.
- Apuração dos Fatos:
Quando ocorrer qualquer tipo de incidente é preciso que os fatos sejam apurados, assim nada de sair fazendo pré-julgamentos, tomando partido ou ainda pior: enveredar na conversa inconseqüência que o Pai traz, geralmente quando está muito nervoso, comprometendo assim a veracidade dos fatos.
No momento da apuração é preciso que os envolvidos sejam ouvidos separadamente e depois confrontados. Quando confrontados é preciso que os mesmos saibam o mal que causaram ao outro, pois desse modo facilita para que eles vejam a extensão do ato.
Logo após é preciso que arquem com as conseqüências e/ou penalidades.
- Regras Claras das Conseqüências:
No conjunto de Regras Disciplinares, é preciso que fique claro quais serão as medidas a serem tomadas quando uma regra for quebrada. É preciso que tanto os alunos como os Pais estejam cientes disso.
Para que os Pais não esqueçam de que foram avisados, em todas as Reuniões s peço que os Professores coloquem estas regras em um cartaz dentro da sala de aula, e quando um pai faz algum comentário recriminando a Professora por ter tomado esta ou aquela atitude a mesma pede ao pai que reporte-se ao cartaz e ao documento que ele assinou no início do ano.
- Abandono de incapaz:
O Estatuto da Criança e do Adolescente deixa muito claro que é crime a família não cumprir com suas responsabilidades para com os filhos. Sendo assim, ao constatar que os Pais estão sendo negligentes, os mesmos deverão ser informados das penalidades que poderão incorrer caso não mudem a sua postura.
É freqüente a Escola ou Professor precisar falar com a família a respeito da criança ou jovem e os mesmos informarem que não dispõem de tempo, pois trabalham fora, e assim nunca comparecem às reuniões ou à Escola para receber orientações. A queixa é sempre a mesma: a falta de participação da família no aprendizado dos filhos.
Assim, uma saída é notificar o Conselho Tutelar para que o mesmo entre em contato com a família e deixe claro as penalidades a que estarão sujeitos.
http://www.sosprofessor.com.br/blog
textos e artigos para reflexão
Quando a Aula dá Errado
By Roseli Brito
Já parou para pensar em todas as vezes que você preparou as aulas, preocupou-se em pesquisar materiais, escolher um vídeo, um determinado mapa ou gráfico e quando esta aula foi ministrada tudo deu errado ?
A idéia é que os alunos estivessem ávidos por aprender, mostrassem interesse e participassem da aula, mas nada disso aconteceu. Você encontrou alunos apáticos, desinteressados, ou então a grande maioria estava ocupada em ligar o celular, brincar com algum joguinho, ouvir uma música, trocar bilhetinhos, olhar pela janela, prestar atenção ao colega. Na verdade eles estavam muito “ocupados” para prestarem atenção na sua aula.
Mas, o que deu errado ? Bem, temos de analisar qual é a estrutura de uma aula fadada ao fracasso para você conhecer o que precisa ser evitado na próxima vez que for prepará-la.
- Nota 0: Elementos que fazem com que uma aula dê errado:
01. jamais entre na sala de aula despreparado, ou com uma aula preparada no último minuto, saiba que é o maior descaso com os alunos fazer isso,
02. a aula não é para você, por isso jamais seja “verborrágico”, ou seja, não fique falando todo o tempo e só com termos difíceis do aluno entender,
03. não use o tom de voz monótono, sem vibração ou calor. Talvez essa seja a sua 10ª. Turma, e você já está entediado em abordar o mesmo assunto, porém os alunos captam essa vibração,
04. jamais elabore aulas que não dêem espaço para os alunos interagirem, darem opiniões ou fazerem perguntas,
05. não faça do livro didático a sua muleta, você pode, e deve, saber andar sem ele.
06. nunca faça perguntas fechadas do tipo “sim”, ou “não”
07. jamais faça perguntas que dependam de voluntários para responder
08. evite distribuir o tempo em: explicar, fazer exercícios e correção (esse é o modelo clássico da “decoreba”.
- Nota 10: Elementos que fazem com que uma aula dê certo, é quando o professor:
01. elabora a aula adequando-a ao linguajar e expectativas do aluno
02. promove e estimula a interação dos alunos com perguntas abertas e contextualizadas às vivências dos alunos
03. mostra paixão e vibração em suas aulas
04. diversifica as estratégias de ensino e sempre está testando novas práticas de ensino
05. traz o mundo para dentro da sala de aula por meio de jornais, debates, noticiários, músicas, assuntos polêmicos, assuntos inovadores, etc.
06. faz com que o conhecimento da sala de aula tem sentido no mundo fora dela, para que os alunos possam assim, compreender o sentido de estarem aprendendo aquilo
07. tem sempre um plano “B” para quando o vídeo, ou DVD não funcionar
08. mostra-se sempre criativo e proativo em todas as situações
09. tem senso de humor o bastante para rir de si mesmo e rir junto com os alunos
10. por meio de todas as suas aulas, tem a convicção de que entregaram algo realmente significativo e que vai tornar a vida daqueles jovens menos difícil
http://www.sosprofessor.com.br/blog
textos e artigos para reflexão
É comum nos depararmos com crianças e adultos que apresentam dificuldades auditivas: desatenção ou atenção curta; distração fácil com sons; dificuldade de compreender em local com barulho; incômodo aos sons altos ou a ruídos de fundo; pedem para repetir a informação; tem problemas para lembrar-se de coisas que aprenderam auditivamente; trocam ou omitem letras na fala; ouvem, mas não entendem; apresentam baixo rendimento escolar; dificuldade de compreender palavras de duplo sentido; crianças que demoram muito para falar; dificuldade de compreender o que lê; inversão ou troca de letras na escrita; pessoas muito agitadas ou muito quietas chegando ao isolamento. Muitas vezes pessoas que apresentam tais dificuldades, não as possuem por “falta de interesse”, mas sim por apresentarem o chamado distúrbio do processamento auditivo central.
O que é distúrbio do processamento auditivo central (DPCA)?
O distúrbio do processamento auditivo central (DPCA) é uma falha durante o processo de decodificação das ondas sonoras, ou seja, uma dificuldade que a pessoa tem de analisar, associar e interpretar as informações sonoras que chegam ao cérebro pela audição.
O que pode causar o distúrbio do processamento auditivo central (DPAC)?
As causas podem ser:
-Genéticas: um grande número de casos é hereditário, pais e filhos apresentam características semelhantes;
-Otites frequentes durante os três primeiros anos de vida. A presença de processos alérgicos e respiratórios, tais como sinusites, hipertrofia de adenóides e amígdalas, rinites e até mesmo refluxo gastro-faríngeo estão comumente associados;
-Pouca estimulação auditiva durante a 1ª infância pode gerar uma imaturação das estruturas do sistema nervoso central;
-Traumatismo craniano;
-Meningite;
-Doença de Alzheimer;
-Alcoolismo crônico.
-Otites frequentes durante os três primeiros anos de vida. A presença de processos alérgicos e respiratórios, tais como sinusites, hipertrofia de adenóides e amígdalas, rinites e até mesmo refluxo gastro-faríngeo estão comumente associados;
-Pouca estimulação auditiva durante a 1ª infância pode gerar uma imaturação das estruturas do sistema nervoso central;
-Traumatismo craniano;
-Meningite;
-Doença de Alzheimer;
-Alcoolismo crônico.
Como diagnosticar o Distúrbio do Processamento Auditivo Central?
A avaliação específica do processamento auditivo é realizada por um fonoaudiólogo da área audiológica. É necessário que marque uma avaliação do processamento auditivo central, onde o exame é realizado em cabine acústica, com fones auriculares através dos quais são aplicados testes gravados em CD e padronizados por faixa etária.
A avaliação específica do processamento auditivo é realizada por um fonoaudiólogo da área audiológica. É necessário que marque uma avaliação do processamento auditivo central, onde o exame é realizado em cabine acústica, com fones auriculares através dos quais são aplicados testes gravados em CD e padronizados por faixa etária.
Para realização da avaliação do processamento auditivo central é necessário apresentar a audiometria realizada no mínimo em um prazo igual ou inferior a três meses, idade mínima de seis anos, nível de linguagem, atenção e cognição suficientes para que possa compreender os testes que avaliam a audição central. A avaliação da função auditiva, com esse tipo de teste, fornece subsídios para o direcionamento terapêutico, sendo que o prejuízo causado pelo comprometimento no processamento auditivo central afeta tanto a aquisição quanto o desenvolvimento educacional, social, psicológico e/ou vocacional.
Normalmente o DPAC encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem, as crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem têm dificuldades em vários aspectos do processamento auditivo linguístico e apresentam falhas cognitivas.
Normalmente o DPAC encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem, as crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem têm dificuldades em vários aspectos do processamento auditivo linguístico e apresentam falhas cognitivas.
Existe tratamento para quem tem Distúrbio do Processamento Auditivo Central?
SIM. O tratamento é realizado através de terapia fonoaudiológica com contribuições de áreas como Psicopedagogia, Medicina, a Psicologia, entre outras profissões da área.
SIM. O tratamento é realizado através de terapia fonoaudiológica com contribuições de áreas como Psicopedagogia, Medicina, a Psicologia, entre outras profissões da área.
Quando procurar um terapeuta da aprendizagem?
A Psicopedagogia atende crianças, adolescentes e adultos com dificuldades de aprendizagem, bem como, distúrbios que interferem neste processo.
A Psicopedagogia trabalha com o DPAC através de mudanças no sistema motivacional, favorecendo um controle emocional durante a leitura e auxiliando para que tenha uma boa imagem de si mesmo e consiga conviver com as dificuldades, auxiliando no melhoramento da capacidade para operar com as regras que relacionam fonologia – ortografia e trabalhando a compreensão de textos. Partindo de textos curtos, interessantes e lidos de forma conjunta, possibilita que a leitura desperte sentimentos positivos. Cria redes com a escola e a família de modo continuado. Orientam professores que apresentam necessidades de ajuda para usar estratégias especiais para “favorecimento” de qualquer ordem.
Dessa forma, acreditamos ser necessário detectar rapidamente as crianças com desordens do processamento auditivo central para que elas possam ser trabalhadas, e, assim, se tornarem menos suscetíveis às dificuldades de aprendizagem. Acreditamos, também, que pais e professores desempenham importante papel nesse processo, visto que estão constantemente em contato com as crianças nos momentos em que elas desempenham suas atividades escolares.
Fonoaudióloga Kátia Helena Pereira e Psicopedagoga Luciane Carla Teló Schwinden / Foto: N/A
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